quando voltei a encontrar a josélia foi no grupo de atendimento. pena ter sido em tais circunstâncias... podia ter acontecido em circunstâcias melhores, mas foi bom mesmo assim revê-la. eu me senti inibido de ir até ela e dizer qualquer coisa. ela podia não gostar, já que eu era um estranho pra ela. quando levantei os olhos vi que ela me encarava fixamente. fixei pra ver se era porque me (re)conhecia ou queria me conhecer. não fez nenhuma menção de que me conhecesse. nem por isso eu quis me apresentar. em segundo lugar pra não atrapalhar o problema que ela apreciava. e depois por minha timidez inata. o cara ao lado dela devia ser seu namorado. marido. olhei a aliança. e daí? eu uso duas. e também não a paquerei. até porque achei que ela tivesse me reconhecido. meu deus, se não, por que ficou me olhando? eu já conheço esse chão, eu já estive aqui antes.
bocejei com a boca muito aberta, pra ela sacar que não estava com a atenção na pessoa dela. fiz um monte de manobras, inclusive cuidar de meu trabalho. agora eu era o professor. a moça do vestido longo vermelho impressionou a todos que estavam na sala. acho que pela ousadia do vestido de saia cigana. à josélia também. mas a moça passou e a josélia voltou a se debruçar sobre seu problema. na sala ao lado, um homem achacado(?) por dores. "agora o lugar está diferente. eu vejo luzes, meu amor." acorde, cindrillon, acorde. a josélia pede um suco de grosélia, mas isso lhe lembra o vestido da moça que passou.
"já escreveu muito hoje?"
eu abro os olhos e paro porque ela disse que quer assistir à novela. o caso de josélia ficou por isso mesmo e talvez as duas sejam irmãs. eu já conheço esse final. acaba sempre nesse mesmo lugar. e voltamos sempre ao mesmo chão. por isso quando chegamos há sempre a vaga impressão de que é tudo conhecido. até o chão parece com aquele onde foi derramado sudo de grosélia. mas, talvez, foi num vestido. que estava no chão. "agora o lugar está diferente. eu vejo luzes, meu amor." eu arrumei tudo pra você depois que a professora saiu. foi usado um pano de chão familiar. suas roupas de então estavam mal cuidadas, feito trapos de chão, seus trajes. cindrillon, acorde, cindrillon. agora tudo está bem. tudo está lindo e o seu vestido brilha de tanta luz.
"esse final eu não conhecia. eu não conheço esse lugar, eu não pisei nesse chão."
é porque não era você. era sua gêmea univitelina, professora, com o namoradíssimo e o olhar encabuladíssimo.
já escrevi muito hoje. vou assistir à novela. embora eu não esteja entendendo nada do enredo, embora. "eu já conheço esse lugar. eu já pisei nesse chão."
escorreguei.
bocejei com a boca muito aberta, pra ela sacar que não estava com a atenção na pessoa dela. fiz um monte de manobras, inclusive cuidar de meu trabalho. agora eu era o professor. a moça do vestido longo vermelho impressionou a todos que estavam na sala. acho que pela ousadia do vestido de saia cigana. à josélia também. mas a moça passou e a josélia voltou a se debruçar sobre seu problema. na sala ao lado, um homem achacado(?) por dores. "agora o lugar está diferente. eu vejo luzes, meu amor." acorde, cindrillon, acorde. a josélia pede um suco de grosélia, mas isso lhe lembra o vestido da moça que passou.
"já escreveu muito hoje?"
eu abro os olhos e paro porque ela disse que quer assistir à novela. o caso de josélia ficou por isso mesmo e talvez as duas sejam irmãs. eu já conheço esse final. acaba sempre nesse mesmo lugar. e voltamos sempre ao mesmo chão. por isso quando chegamos há sempre a vaga impressão de que é tudo conhecido. até o chão parece com aquele onde foi derramado sudo de grosélia. mas, talvez, foi num vestido. que estava no chão. "agora o lugar está diferente. eu vejo luzes, meu amor." eu arrumei tudo pra você depois que a professora saiu. foi usado um pano de chão familiar. suas roupas de então estavam mal cuidadas, feito trapos de chão, seus trajes. cindrillon, acorde, cindrillon. agora tudo está bem. tudo está lindo e o seu vestido brilha de tanta luz.
"esse final eu não conhecia. eu não conheço esse lugar, eu não pisei nesse chão."
é porque não era você. era sua gêmea univitelina, professora, com o namoradíssimo e o olhar encabuladíssimo.
já escrevi muito hoje. vou assistir à novela. embora eu não esteja entendendo nada do enredo, embora. "eu já conheço esse lugar. eu já pisei nesse chão."
escorreguei.

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