Eu nunca havia visto você dessa forma... isso... me surpreendeu, me assustou, me decepcionou, e eu me senti enganada. Passei dois dias sem libido, e sinto que precisamos conversar. Porque eu não sou de deixar as coisas pela metade, sabe?
Sobre isso de metade que eu queria falar... porque eu acredito em nós, acredito que podemos nos fazer bem... Mas você não confia ainda em mim. E eu tentei sublimar isso, mas, sem que você entregue tudo, como eu faço, eu não me sentirei segura nisso. Eu preciso que você seja a minha segurança, entende? Então... você pode me dar tudo ou não? Eu não quero limites entre nós, eu não posso continuar sabendo que não te tenho por completo, porque eu te dei tudo. Tudo.
Você tem tanto medo de me machucar. Mas você não entende que eu não tenho mais meda da dor, o que me dói é o seu medo. Nós somos diferentes... A minha dor não é sutil, mas não quero que me poupe, porque está ================ que devemos seguir, mesmo com a dor. Não podemos fingir que seguimos, mudar de assunto. Olha... eu tou aqui, não tou? É porque eu confio. Então, só falta você. Ei... Onde você está?
Você é maior do que essas questõezinhas... o meu afeto por você é maior... você acha que eu quero trocar tudo o que conquistamos?
Ei, vem comigo. Vem logo.
Vou te pedir uma coisa. Só faremos uma vez.
O mar ondula sua línguas contras as paredes, fazendo subir um cheiro doce e morno, fazendo voar uma núvem úmida sobre o casal. A noite é fria, alegre e calma.
Eu me sinto tão ligada a você! Fica comigo
O casal dança ao som das ondas, uma de suas trilhas sonoras, interpretada divinamente pelo ventro aguado de Iemanjá.
Enquanto os fogos disparam no céu em sincronia com a voz vinda do oceano, o casal dança uma música que só eles podem ouvir, com seus corações se acalmando e marcando o ritmo. Ela o perdoa, e pra lhe mostrar isso, pela primeira vez, despe seus pés para ele, em público, abandonando os calçados, mesmo sabendo que irá querer esquecê-los.
Eles deitam as cabeças aos ombros, e um sopro másculo assenta e dorme sobre a pele do pescoço dela. Seu coração está quente e suas mãos, geladas. Ele beija seus dados e a abraça mais forte, sentindo os pêlos do antebraço dela tocar seu pescoço, pensando consigo no quanto é grande o carinho que sente por aquela mulher, por seu misto de receio e entrega, por sua vontade infantil de querer ficar mais. Tomado por um afeto quase paternal, ele acaricia as pontas dos dedos o seu crânio. Agradece a Deus por não necessitar falar para ser compreendido. Lamentou por um instante a tristeza que ainda havia nela, na qual ainda não tocara, e se prometeu novamente cuidar dela como ela merecia.
Sabe porque eu me permito me chatear com você? Porque sei que nada pode mudar o que gosto em você.
A música aumentou, e eles dançaram até o mar cobrir suas cabeças, até serem um só, ele, ela, o mar, e a música.
domingo, 8 de junho de 2014
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