sábado, 7 de junho de 2014

>Subject: antonia e a composição >Date: Fri, 03 Aug 2007 02:07:58 +0000



>Subject: antonia e a composição
>Date: Fri, 03 Aug 2007 02:07:58 +0000
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>Ela chegou sem dizer palavra e quando falou comigo eu perguntei: “tu já me
>viuy hhoje, Antonia? Por que não me cumprimentou?”
>Ela disse que havia me dito um oi e o outro assunto pelo qual ela me
>aboradara entes ficou esquecido na imensidão de movimento que não ousamos.
>Houve um monte de pensamentos que não ousamos. E palavras também. Isso nos
>é peculiar.
>
>Ás vinte e três horas ela faz as malas para ir até Tóquio. Ela tem que
>viajar no meio da noite porque os vôos são mais baratos. Foi ela que me
>disse isso.
>
>“Eu fico muito atrapalhado quando acontece uma coisa assim.” Eu tentei
>tocar a perna dela mas ela não demonstrou sentir. Eu quis lhe chamar a
>atenção (para sua bolsa que caíra) mas ela não demonstrou atenção. Eu
>estendi a mão para tocar sua canela mas ela não sentiu. Acho que foi porque
>minha mão não lhe alcançou. Fiquei chateado porque ela não me deu atenção
>hoje na aula. Eu fico muito atrapalhado quando acontece uma coisa assim.
>
>Eu sinto muita inveja dos que têm tudo para realizar algo, e muito mais dos
>que não têm e o conseguem. Eu não tenho culpa. Estou esperando ela chegar.
>Talvez ela venha voando, talvez de táxi ou na sua moto radical. Talvez ela
>atravesse a parede ou venha só até meu pensamento, porque esteve ocupada
>com não sei o quê. Não pergunto. Eu tenho sede de seus lábios, suas mãos...
>
>"Por favor..." Ela me disse um monte de outras coisas, mas nunca disse
>tudo. Quando nos amamos me sinto voando em círculos celestes, envolto em
>mil arabescos, fluidificado, efluvificado... eu nunca consegui me expressar
>perfeitamente a respeito de como eu me sinto a respeito. Acho que ela
>também não. "Eu nos amo..." Ela me disse um monte de outras coisas, mas
>nunca me disse tudo.
>
>Ela nunca me disse certas coisas a respeito de seu trabalho, mas não me
>importam ainda. Depois vão me importar, mas por enquanto, só me interessa
>que ela faça logo essa sopa.
>
>Sofro de asma desde a história passada. Mas aquilo não foi um ataque de
>asma. Vou ficar nessa sala por muito tempo, nem sei dizer o quanto. A
>paciente me pergunta se hoje vou trabalhar. Quando me olham de longe, vêem
>antes o jaleco. Não sei nem se me vêem. Meu amor, eu não posso esperar você
>terminar sua conversar, eu tenho pacientes que nem são tão pacientes. Eu
>tinha de esperar a outra moça antes de entrar, mas é melhor começar logo
>pra poder sair cedo. Talvez eu consiga sair a tempo de ir junto com você
>tomar um chá, junto daquele jardim onde você viu Deus.


>A maioria das doenças são criadas, meu amor. Um dia você vai ler a Livro
>dos Espíritos, e será até o final. "Sei que, quanto aos meus livros, você
>nem sempre lê totalmente. Eu te perdôo pela minha escrita profunda a
>apaixonada te fazer ficar confusa se quer continuar lendo. Sei que tem medo
>ainda. Não encare isso como castigo ou prenda, mas não posso lhe contar o
>que aconteceu na história. Você terá que ler por si mesma"
>"Sofro de asma desde a história passada." Meu Deus, ela não leu ainda minha
>história passada. Será que ela lê o que lhe peço?

chego em casa e Maybeth está no sofá.

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