-Oi.
-Oi.
-Recebi uma ligação hoje à tarde. Ou melhor: você recebeu.
-Só uma?
-Essa foi... excepcional.
-Excepcional, é?
-Quem é essa que te chama de um jeito todo formal?
-É só o jeito dela, mesmo...
-Pois pra mim não parece o jeito natural não. Parece afetado. Quem é ela?
-O nome dela, que você quer saber?
-Não, o nome não. Até porque ela me deu um nome.
-Então o que quer saber?
-O nome que ela disse é falso, deu pra perceber na hora que ela disse; eu quero é saber o que é ela
-Quem era mesmo?
-Você quem deve saber. (...) O que ela é? Quer dizer, o que ela faz pra você?
-An? Como assim?
-É; uma amiga? Uma prostituta? Sua secretária? Amante? Esposa? Massagista? Médium? Ou você é alguma coisa dela?
-Eu já te falei dela, você não lembra? A que tem um problema...
-O que é? Ela é paralítica? Cega?
-E essa ironia toda?
-Desculpe... é o stress... tive um dia horrível, só quero relaxar. Mas aí você esquecer o celular e recebo essa ligação... Deve ser algo muito importante pra ela ter te ligado...
-Não sei. Acho que sim; o que ela queria?
sábado, 7 de junho de 2014
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