sábado, 7 de junho de 2014

Depois da reunião


quando eu era criança, uma vez eu brinquei com uma planta que não conhecia (e que até hoje não conheço) e quebrei um galho. acho que era um galho, não sei direito. o que eu sei é que um líquido lá da planta impregnou minhas mãos, que ficaram coçando muito. muito mesmo, sabe? eu lavei bastante, mas não passava, então fui me deitar e chorar e minha mente divagou pra outras coisas que agora não importam saber o que. vieram me perguntar porque as lágrimas e eu inventei a primeira coisa que me veio à cabeça: que eu queria comer e não quis incomodar.
Não sei porque eu estava dizendo isso, mas daqui a pouco eu vou lembrar. eu sei onde eu queria chegar. espera. os seus amigos...
eu gostaria...
Ah, sim!
O que eu havia dito (talvez não na ocasião citada) era que eu "queria muito querer comer". acho que ninguém entende uma criança falando uma coisa "tão profunda" (risos). mas espero que voce seja diferente e entenda o que vou falar agora: "eu gostaria muito de gostar muito deles".
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Eu gostaria de estar fazendo qualquer outra coisa como cortar o cabelo a estar aqui entre pessoas que não gostariam que eu estivesse aqui. quando apresentei clarice, o que foi mesmo eu ouvi? ah, já sei, foi assim "qualquer amigo seu também é meu amigo". quem dera se a recíproca fosse verdadeira. eles me tratam como se eu fosse dferente. sim, eu sei que todos somos.
Alguém inferior, uma deficiente, ou algo assim. como seu eu fosse criança. olha, eu não sou burra assim como pareço, tá? eu vejo como seus amigos me tratam e acho que só você não vê. naquela reunião de dia seis um deles me ofendeu claramente e eu tive que me segurar para não dizer uns impropérios bem merecidos. todo mundo viu, mas acho que você não estava se permitindo me ver. eu nunca havia contado por que não queria te constranger junto à criatura lá. mas não é isso, eu sei o que está parecendo, tá parecendo que eu não fui com a cara dele e estou sendo um pouco cruel porque tenho um natureza impulsiva, mas não é isso, vê bem: a gente não ir com a cara de uma pessoa à primeira vista é normal, comum, natural, etc, e se estivesse acontecendo comigo seria perfeitamente compreensível, mas acontecer com todos?
Sabe, agora me ocorreu uma coisa: que você possa dizer que é por ciúmes, ou ciúmes de atenção. ah, diga o que quiser, possivelmente eu não terei como argumentar tão cedo e nem vou querer. ou pense o que quiser, os fatos são óbvios. se fosse o caso, eu pediria para você se esconcer no armário ou eu mesma me esconderia, até que eles passassem, para que não nos vissem juntos. não quero te comprometer. eu disse armário? quis dizer guarda-roupa, mas tanto faz, você entendeu o que eu quis dizer. eu até acho que você se importa com a opinião alheia, mas, olha: eu te amo, e a mim só importa você, e mesmo que o mundo inteiro me odeie, me sentirei completa e não terei o que temer. você sabe o quanto significa pra mim, então, apenas me deixa beijar e segurar suas mãos... embora eu não possa ver, seu que vai ficar tudo bem. eu não me levantarei, e nem que quizesse eu poderia. é aqui que quero estar.
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tudo bem,. eu tô acabando de beber isso aqui. ohana, né? espero que pense em mim depois que sair, enquanto estiver trabalhando. bom, está chegando a hora, é hora de partir. é tão curto nosso tempo...
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antes que vá, quero te contar um sonho que tive, mas foi tão real!...
eu estendida a ponto de cair, ou caindo mesmo, mas você me dava a mão e segurava meu braço, e com tanta força que quase rancava, bem aqui no ombro, ó, parecia que ia rancar. é... eu tava te contando isso pra que você soubesse o quanto estou segura ao teu lado, viu?
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qualquer amizade sua é automáticamente minha também, embora não sabia disso. você entende, né?

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