Chego com um pouco de pressa, mas tento disfarçar a pressa, o que não é muito fácil por causa do chão.
Natureza morta. Natureza morta.
Afinal.
Ele sorri e pergunta muito simpático: "Pronta?" Sim, senhor. Ponho a bolsa sobre a mesa, sento na cadeira. "Eu gostei de você ter me ligado. " "O que tem?" "O que tem??" "É, o que tem demais?" "Nada não, eu só disse que foi..." "Foi...?" "Bom." Sorrimos. Ele passou à outra parte do recinto, perguntando se eu também queria um café. Quem está pagando aqui é ele, eu que devia lhe servir.
Foi só uma baixa imunológica, ou qualquer coisa assim.
Sim, eu tô, agora eu tou bem.
Mas não precisava se preocupar, eu também tava louca pra voltar. (acho que dei bandeira agora)
Acho que trouxe alguns CD's na bolsa, se não me engano, isso aqui precisa de um ar vivo. Natureza morta. Eu gosto muito de música, ouço música o tempo todo, quando não é de verdade é na minha cabeça.
Acho que é esse primeiro, vou ver. Não. O primeiro é o do ventilador, então a luz é o do meio. Pronto. Melhor assim.
Eu gosto de me sentir bem no local em que estou. Ninguém pode relaxar num lugar onde se sente desconfortável.
Lá embaixo, buzinas, e o povo, o povo, o povo, o povo...


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