Quando voce fica sentada assim, parece uma criança.
Assim comportadinha ela parece uma criança. Às vezes crianças, às vezes mulher, ela é uma mutante.
Agora ela está só de soutian e calça, na cama, lendo. Fica toda encolhidinha, como se tivesse vergonha de se mostrar pra mim.
Antônia está perdendo a vergonha que tinha comigo antes. Isso é bom. Mostra que agora ela entende que é tudo normal.
As nossas cabeças são diferentes, eu acredito num céu possível, ela, num céu diário. Mas agora não vou comparar novamente as duas. Não vale a pena.
Tá, tá. Eu vou conseguir. É só essa vez, não faço mais. Não toco mais em um fio de cabelo dela.
Droga. É só essa vez.
Não temos que sentir culpa pelo que queremos. Devemos admitir as nossas vontades, desejos, medos e aspirações. Ou para lutar contra elas ou para realizá-las.
Você tem a vontade e não luta pra combater. Você é covarde, porque usa a pior desculpa de todas. E se você tivesse oportunidade, certamente não ficaria fazendo essa pose.
É muito fácil passar por cima das coisas quando estas não estão por perto.
Quero ver é com ela aqui.
O que está acontecendo com você hoje?
Nada, você quer um pouco de chá também.
(Chá? Aí tem coisa que eu sei)Quero sim, mas deixa o meu esfriar.
Vem cá, deixa eu te servir.
(Não tinha nada não, era só impressão mesmo... oba, beijo de chá!)
Não, por favor, não faz isso... não me abraça assim... ainda não passou... tenha paciência, tá?
O vento toca sua pele e ela dança ao sabor do vento, como uma folha seca. Ela é levada pelo vento, se deixa levar, frágil. Seu cabelo se entrega assim como ela.
Tenho que ler ainda, isso aqui é pra amanhã. (...) Eu sei que não é obrigação minha, mas o pessoal quer que eu aça isso. É como se fosse da minha alçada. Ningúem diz mas querem que eu leia.
(alçada... adoro essas palavras em seus lábios.)
Não vou olhar. Sei que não quer que eu olhe. Você sente meus olhos. Eu faço a mesma coisa mil vezes, não tenho forças, não sei se quero ter, acho que sinto prazer em repetir os "erros" (se é que os considero erros).
O casal se abraça, se beija e se joga na cama, embora uma das pessoas relute.
Olha, desculpa, viu?
Que nada... bobagem...
Sério... eu até queria...
Esquece, tá tudo bem.
O chá tá pronto.
Assim comportadinha ela parece uma criança. Às vezes crianças, às vezes mulher, ela é uma mutante.
Agora ela está só de soutian e calça, na cama, lendo. Fica toda encolhidinha, como se tivesse vergonha de se mostrar pra mim.
Antônia está perdendo a vergonha que tinha comigo antes. Isso é bom. Mostra que agora ela entende que é tudo normal.
As nossas cabeças são diferentes, eu acredito num céu possível, ela, num céu diário. Mas agora não vou comparar novamente as duas. Não vale a pena.
Tá, tá. Eu vou conseguir. É só essa vez, não faço mais. Não toco mais em um fio de cabelo dela.
Droga. É só essa vez.
Não temos que sentir culpa pelo que queremos. Devemos admitir as nossas vontades, desejos, medos e aspirações. Ou para lutar contra elas ou para realizá-las.
Você tem a vontade e não luta pra combater. Você é covarde, porque usa a pior desculpa de todas. E se você tivesse oportunidade, certamente não ficaria fazendo essa pose.
É muito fácil passar por cima das coisas quando estas não estão por perto.
Quero ver é com ela aqui.
O que está acontecendo com você hoje?
Nada, você quer um pouco de chá também.
(Chá? Aí tem coisa que eu sei)Quero sim, mas deixa o meu esfriar.
Vem cá, deixa eu te servir.
(Não tinha nada não, era só impressão mesmo... oba, beijo de chá!)
Não, por favor, não faz isso... não me abraça assim... ainda não passou... tenha paciência, tá?
O vento toca sua pele e ela dança ao sabor do vento, como uma folha seca. Ela é levada pelo vento, se deixa levar, frágil. Seu cabelo se entrega assim como ela.
Tenho que ler ainda, isso aqui é pra amanhã. (...) Eu sei que não é obrigação minha, mas o pessoal quer que eu aça isso. É como se fosse da minha alçada. Ningúem diz mas querem que eu leia.
(alçada... adoro essas palavras em seus lábios.)
Não vou olhar. Sei que não quer que eu olhe. Você sente meus olhos. Eu faço a mesma coisa mil vezes, não tenho forças, não sei se quero ter, acho que sinto prazer em repetir os "erros" (se é que os considero erros).
O casal se abraça, se beija e se joga na cama, embora uma das pessoas relute.
Olha, desculpa, viu?
Que nada... bobagem...
Sério... eu até queria...
Esquece, tá tudo bem.
O chá tá pronto.

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